Mapa do Portal      Register      Login
 
 
  Detalhes  
Fortaleza de Juromenha (Categoria: Castelo / Fortaleza)
Local: Alandroal       Cronologia: Século XIII / Século XVII
 
 
O Sítio
ÉVORA | ALANDROAL
38° 44.299' N 7° 14.404' O

Juromenha ocupa uma excepcional posição estratégica que permite o controlo visual da passagem do rio Guadiana, tendo, ao mesmo tempo, um bom comandamento militar sobre todo o terreno envolvente, com especial incidência na margem direita do curso de água.
A sua implantação foi determinada pela vantagem militar, em relação ao terreno a Nordeste da posição, ficando o sítio balançado entre esse interland e o rio.
O conjunto actual pode ser lido como se de uma fortificação ribeirinha se tratasse. Uma forte e expressiva frente terrestre tem nas suas espaldas uma muralha ligeira protegida pela, ali imensa e declivosa, margem do Guadiana.
Os Acontecimentos
Era guarda avançada de Badajoz no século IX. Foi provavelmente remodelada como fortificação além Guadiana no tempo de Abad al Rahmãn III, califa de Córdoba, guarnecendo a fronteira de um território que se situava no sul da actual Espanha e que foi conhecido como califado de Córdoba. A direcção principal de vigilância foi completamente alterada, quando caiu em mãos cristãs primeiro no século XII e definitivamente em 1242. 
O Desenho
É um caso de estudo, um modelo de evolução da fortificação dentro da Península Ibérica. Nas ruínas é possível ler, numa conjugação rara, a série continua dos períodos históricos – medieval e moderno, islâmico e cristão, de taipa, de pedra, vertical e horizontal – numa sintonia de numerosas e fortes torres, em contraste com poucos mas robustos e extensos baluartes.
O recinto medieval islâmico e depois cristão viveu num crescimento do número de torres que flanqueavam as primitivas muralha em taipa. Tinham, na sua maioria, uma secção próxima do quadrado.
Foi acrescentada uma torre de menagem no período cristão, que podemos ver na planta de Duarte d’Armas. Esse novo elemento fortificado alterou a filosofia do sistema defensivo, passando a ser esta o foco da defesa, alterando o conceito de combate em que as entradas de rompante nos recintos ou por escalada nocturna, ou pela entrada furtiva pela porta devido à traição de alguém, passaram a não ter o sucesso garantido. A altura era de 23 varas e a espessura de duas. A torre deve ter sido desmanchada quando no século XVII se renovou a fortificação.
Ocorre uma alteração radical do sistema defensivo com o traçado abaluartado composto por um reparo em terra, revestido por uma camisa de xisto e argamassa. A modernização triplicou a área a defender, e manteve como segunda linha de defesa o velho recinto medieval. A nova estrutura abraçou a antiga muralha, a norte e a nascente que prevaleceu formando uma segunda linha com a redução da altura das torres medievais preparadas agora como plataformas de tiro.
Para o lado da escarpa do rio foi reforçada a muralha medieval, de maneira a adaptar às novas armas de fogo.

Traços de Identidade
Imóvel de Interesse Público
Decreto n.º 41191, Diário do Governo n.º 162 de 18 Julho 1957

Aqui se passaram episódios muito significativos da nossa história. As bodas do rei D. Afonso IV (1325-57) com D. Beatriz de Castela (1309) e de Afonso XI de Castela com D. Maria de Portugal foram celebrados neste castelo.
Cronologia do Monumento
2ª metade do Século IX - Primeiras referências a Juromenha e ao seu castelo
874 / 875 - Makhûl ibn Umar, é senhor de Juromenha, constituindo-se como foco principal das chamadas revoltas Muladis; após o desaparecimento de Makhûl os territórios da Juromenha passam a integrar os domínios da dinastia Banu Marwân surgindo a partir daí associada a Badajoz;
930 - Submissão de Badajoz e, consequentemente, da Juromenha a Abd al Rahmân III, 1º califa de Córdova;
948 - Juromenha é referida enquanto guarda avançada de Badajoz pelo geógrafo Ibn Hawqal na sua obra "Kitâb Sûrat al-Ard"; 1145 - Abû Muhammad Sidray ibn Wazîr, partidário de ibn Qâsî, conquista Badajoz com Juromenha incluída;
1167 - Conquistada por Afonso Henriques;
1191 - Cai novamente no domínio do Califa Almôada Iaçube Almansor;
1242 - Reconquistada definitivamente por D. Paio Peres Correia; enquanto praça fronteiriça torna-se numa azóia ou arrábida,
defendida por voluntários que alternam a actividade bélica com a religiosa;
1312 - Foral de D. Dinis e reconstrução total do castelo;
1509 -  Duarte de Armas desenha o castelo
1512 - Renovação do foral de D. Manuel;
1644 / 1658 - Grandes obras de adaptação do castelo a uma fortaleza para uso da artilharia durante a Guerra da Restauração alterando significativamente a fortificação medieval;
1659 - Grande explosão do paiol de pólvora que destruiu a maior parte da fortaleza incluindo o antigo paço;
1662 - Tomada da praça pelo exército de D. João de Áustria, com a importante ajuda das informações de Nicolau de Langres, projectista da fortaleza que entretanto estava ao serviço de Espanha como sargento - mor de batalha do Estado - Maior do Exército de Filipe IV;
1668 - regressou à coroa portuguesa na Paz Geral;
1755 - A fortaleza foi muito afectada com o terramoto, principalmente a fortificação moderna;
Século XVIII - A praça sofreu rectificações e benefícios que englobaram a construção do fortim do porto das barcas, de contraguardas e obras mortas do lado do rio;
1801 - Tomada pelo exército de D. Manuel Godoy durante a Guerra Peninsular;
1808 - Foi tomada pelas forças luso - espanholas;
1920 - Completo despovoamento da fortaleza que passou para os arrabaldes de São Lázaro e Santo António. 
Visita ao Monumento
Dia 04 de Setembro de 2011, integrada no programa Ciência Viva no Verão - Ciência nos Castelos.
Links Associados

» www.monumentos.pt
» www.igespar.pt

O Roteiro
Em preparação. 


 
Informações Práticas

Horário de Funcionamento
Não há horário definido.

Morada de Acolhimento
Junta de Freguesia de Juromenha
Telefone: 268969002

Câmara Municipal do Alandroal
Telefone: 268 440 040

Visitas

Não há preço definido.
Não há serviço de visitas guiadas.

Acesso
O castelo está localizado na vila da Juromenha, a 16 km do Alandroal (direcção Elvas), pela Estrada 373.

Serviços
Não há serviços de apoio ao visitante na Fortaleza da Juromenha.
Poderá encontrar na vila algumas estruturas de apoio.
Encontrará na Fortaleza muitos espaços degradados. 


Outros Monumentos

Convidamo-lo a visitar os seguintes monumentos, que se encontram num raio de 20km:

» Castelo de Alandroal
» Castelo de Terena
» Fortaleza de Elvas


Bibliografia

Estas são algumas fontes de informação sobre este monumento:

BRUNO, Carla, A fortaleza de Juromenha: contributo para o estudo e conservação da muralha islâmica de taipa militar, Évora, 2000;
ESPANCA, Túlio, Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Évora, Lisboa, 1978;
LIMA, Miguel, Estudo da Fortaleza de Juromenha, IPPAR, 1989
LOBO, Francisco Sousa, "Vestígios de um vigilante do Guadiana", Arquitectura e Vida, n.º 55, Dezembro 2004.

 

 
< Voltar
Imprimir
 
     
     
  Privacy Statement        Terms Of Use        Copyright 2006-2015 Amigos dos Castelos