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  Detalhes  
Castelo de Chaves (Categoria: Castelo)
Local: Chaves       Cronologia: Idade Média / Século XVII
 
 
O Sítio
Carta Militar de Portugal, escala 1:25 000, fl. 34
Coordenadas: Latitude: 41º44'24'' N - Longitude: 7º28'21'' W
Distrito: Vila Real; Concelho: Chaves; Freguesia: Santa Maria Maior
 
Os Acontecimentos
Os Acontecimentos 
O Desenho
O desenho
Traços de Identidade

O Castelo de Chaves e os restos das fortificações abaluartadas da cidade foram declarados Monumento Nacional pelo Decreto. Nº 28 536, e publicado no Diário do Governo n.º 66 de 22 Março de 1938.Se aparentemente para o visitante a Torre de Menagem do antigo castelo de Chaves parece ser a única estrutura ainda visível da velha praça de guerra transmontana, um olhar mais atento passeando pelas ruas da cidade encontrará certamente muitos mais vestígios e estruturas que discretamente ainda lá permanecem.
Nos dias de hoje, e após muitos anos de incúria e de esquecimento, o município flaviense ganhou consciência do valor da arquitectura militar e está a seguir um caminho que procura corrigir erros do passado. A fortificação da cidade entrou na ordem do dia. Está a ser posta em evidência a antiga estrutura defensiva. Muita coisa pode ser feita, sem investimentos muito vultuosos, aproximando os cidadãos do património que os seus antepassados construíram com esforço.
O sistema defensivo de Chaves tem aspectos que são únicos em Portugal. Não há nenhum outro caso com uma obra exterior do outro lado de um rio, ou um forte destacado com as dimensões e a importância de São Neutel. Foi a configuração do terreno que obrigou à sua construção. Aquela colina estava à distância de 900 metros do recinto defensivo magistral, permitindo flagelar a cidade a partir do local. Foi criado um primeiro recinto, em fortificação passageira. Nessa época, os fortes destacados não tinham ainda sido teorizados como forma de optimizar os sistemas defensivos. O Forte de São Neutel tem características únicas. O traçado geral é relativamente comum, um quadrado com quatro baluartes. O que lhe dá especial notoriedade são as suas dimensões invulgares, cerca de 200 metros de longo, para as fachadas do corpo magistral, e o muro na crista da esplanada, que não consta dos tratados de arquitectura militar. Tem assim um valor acrescido como património. O forte deve ser visto, além disso, no contexto da cidade, porque Chaves é um caso notabilíssimo de adaptação de um recinto medieval a Praça-forte seiscentista. É surpreendente estudar e decifrar a sua arquitectura militar.

Cronologia do Monumento

Séc. I a.C. – ocupação romana da região;
78 – Elevação da povoação a município romano pelo Imperador Flávio Vespasiano;
456 – Destruição da povoação após as invasões bárbaras e as lutas entre os Suevos;
713 – Os árabes ocupam a região e podem ter edificado uma primitiva fortificação militar ;
888 – O rei Afonso de Leão reconquista a povoação aos Mouros;
Séc. IX – O Conde Odoário teria iniciado a construção ou reconstrução do Castelo;
923 – Os Mouros recuperam a posse da povoação retirando-a de novo da esfera cristã;
995 – Afonso III de Leão reconquista a povoação aos Mouros e terá dado início à construção de uma cerca;
1080 – Aparece por primeira vez a designação de Chaves;
1093 – A povoação e todo o Condado Portucalense entram na posse do Conde D. Henrique;
1129 – Nova ofensiva muçulmana e os Mouros retomam a posse da povoação;
1160 – Os irmãos Garcia e Rui Lopes reconquistam definitivamente a povoação e entregam-na a D. Afonso Henriques;
1222 - O reino de Leão toma posse da povoação devido a uma questão testamentária envolvendo a infanta portuguesa D. Teresa, Afonso X de Leão e D. Sancho I de Portugal;
1231 – Restituição da povoação ao reino de Portugal;
1253 – Casamento real de Afonso III com D. Beatriz;
1258 – Concessão do Foral a Santo Estêvão de Chaves onde assina também o responsável pelas obras de reconstrução das fortificações de Chaves;
1350 – Documento régio passado por D. Diniz e por D. Afonso IV referindo as obrigações tributárias da povoação;
13? - Obras no castelo por ordem de D. Fernando;
1383-85 – A vila de Chaves toma partido por D. Beatriz;
1386 – D. João I conquista a vila e oferece o seu senhorio ao Condestável D. Nuno Alvares Pereira;
1509 – Duarte d’Armas desenha o castelo e a cerca da vila no seu Livro das Fortalezas;
1514 – Foral Novo dado por D. Manuel I;
1580 – Confrontos localizados com tropas espanholas do Conde de Monterey;
1581 – Felipe I confirma o Senhorio de Chaves à Casa de Bragança;
1640 – Em Chaves é festejada a restauração da independência e aclamado D. João IV;
1641 – Inicio da Guerra da Restauração e das primeiras escaramuças militares a ambos lados da fronteira;
1644 – Iniciam-se as obras do novo forte de N.ª Senhora do Rosário ou de São Francisco;
1660 – Neste ano, em data imprecisa iniciam-se as primeiras obras do futuro forte de São Neutel, fora do perímetro fortificado da vila;
1663 – Decorrem então todas as obras do perímetro fortificado da vila e demais fortificações abaluartadas;
Sec. XVIII – Em datas diversas, só neste século se concluem as obras do sistema abaluartado da vila;
1762 – Em Maio, a Praça de Chaves é capturada pelo exército espanhol que ali permanecerá até ao final desse ano;
1807 – Inicio das Invasões Francesas e de um novo período de escaramuças e batalhas;
1809 – Chave, depois de capturada pelos Franceses e recuperada pelo brigadeiro Silveira, desempenhará um importante papel no fracasso da segunda invasão;
1823 – Última grande batalha envolvendo a praça de Chave, a batalha de St.ª Bárbara que dará a vitória nesta ocasião ao partido absolutista;
1851 – Marca o início de um período de paz que trará consigo o progressivo abandono e degradação da Fortificação abaluartada;
1880 – São feitas as primeiras demolições e amputações ao sistema abaluartado da vila;
1911/12 – Combates entre Republicanos e Monárquicos durante as incursões Monárquicas de Paiva Couceiro;
1938 – O castelo e demais fortificações abaluartadas de Chaves são classificadas como Monumento Nacional;
1959 – Inicio das campanhas de obras promovidas pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos;
1980 – Nova campanha de obras de beneficiação e valorização do castelo e primeiras escavações arqueológicas no pátio da Torre de menagem;
2004 – Tem início uma série de intervenções, promovidas pela C. M. de Chaves, visando recuperar e valorizar as estruturas abaluartadas acompanhadas por várias sondagens e escavações arqueológicas.

Visita ao Monumento
Visita dos Amigos dos Castelos a Chaves:
Junho de 1995 - "Jornadas Transmontanas Sobre Monumentos Militares Portugueses"
Junho de 1998 - "As Cidades e a Serra - de Vila Pouca a Soajos"
Abril de 2005 - "Terras Flavienses"
Links Associados
» Câmara Municipal de Chaves
Imagens
  
 
Informações Práticas

Horário de Funcionamento
Aberto de 09:00hs às 12:30hs e de 14:00hs às 17:30hs. Encerra aos feriados.

Morada de Acolhimento
Serviços Culturais da Câmara Municipal de Chaves, Largo de Camões, Cod. Postal 5400-150 - Chaves.
Telefone 276 340 500.
Site: www.cm-chaves.pt

Visitas
A visita efetua-se no interior apenas da Torre de Menagem, onde está patente uma exposição permanente.
O bilhete de entrada dá acesso igualmente ao Museu da Região Flaviense.
Preçário: Adultos - 1,00€ Reformados, jovens até 18 anos e estudantes - 0,50€

Acesso
Pela Via Rápida IP 3 e ou Estrada Nacional 103.
Existe estacionamento a alguns metros do Castelo.

Serviços
Os serviços de apoio estão localizados no Museu da Região Flaviense.

Infra-estruturas
O Castelo possui bilheteria, quanto as instalações sanitárias encontram-se no Museu da Região Flaviense, existe dificuldade de acesso para pessoas com mobilidade reduzida.


Outros Monumentos

Convidamo-lo a visitar os seguintes monumentos, que se encontram num raio de 20km:

» Castelo de Santo Estevão
» Castelo de Monforte do Rio Livre
» Forte de São Neutel
» Forte de São Francisco


Bibliografia

Algumas fontes de informação sobre este monumento:
» ABREU, Thomé de Távora e, “Notícias Geographicas e Historicas da Provincia de Tras dos Montes”, ms. 221 da BNL, transcrição de Júlio Montalvão Machado, in Revista Aquae Flaviae, 2, Chaves, 1989, pp. 24 - 25;
» CARVALHO, Augusto C. Ribeiro de, Chaves Antiga - Monografia, Lisboa, 1929, pp. 48 - 49;
» COLMERO, Antonio Rodríguez, Aquae Flavie, II. O tecido urbanístico da cidade romana, Chaves, 1997;
» DIONÍSIO, Santana (dir.), Guia de Portugal, 5, Lisboa, s/d, pp. 426 - 429 e 432 - 434;
» GOMES, Rita Costa, Castelos da Raia. Trás-os-Montes, vol. 2, Lisboa, 2003;
» GONZÁLEZ SIMANCAS, Manuel, “Plazas de guerra y castillos medievales de la frontera de Portugal (Estudios de arquitectura militar)”, in Revista de Archivos, Bibliotecas y Museus, 24, Madrid, 1911, pp. 13 - 19;
» LOBO, Francisco Sousa, “Decifrar a Arquitectura Militar”, in Arquitectura e Vida, nº 54, pp. 90 – 93, Lisboa 2004.
» MOP, Relatório da Actividade do Ministério nos anos de 1957 e 1958, vol. 1, Lisboa, 1959; Relatório da Actividade do Ministério nos Anos de 1959, vol. 1, Lisboa, 1960;
» MACHADO, Júlio M., Crónica da Vila Velha de Chaves, Chaves, 1994;
» MACHADO, J. T. Montalvão, Dom Afonso 1º Duque de Bragança sua vida e sua obra, Lisboa, 1964;
» DIAS, Nuno J. Pizarro Pinto, “Chaves Medieval (Séculos XIII e XIV)”, in Revista Aquae Flaviae, 3, Chaves, 1990, p. 35 - 94;
» SOROMENHO, Miguel Conceição Silva, Manuel Pinto de Vilalobos, Da engenharia militar à arquitectura (dissertação de mestrado em História da Arte Moderna), UNL, Lisboa, 1991;
» TEIXEIRA, Ricardo e AMARAL, Paulo, Levantamento Arqueológico do Concelho de Chaves, relatórios anuais de actividades, Chaves, 1985 - 1992;
» VERDELHO, Pedro, Na Rota dos Castelos, in Chaves, Chaves, 1993, pp. 1 - 6 e 16 - 20;
» IDEM, Roteiro dos Castelos de Trás-os-Montes, Chaves, 2000.

 

 
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