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  Detalhes  
Fortaleza de Ouguela (Categoria: Castelo / Fortaleza)
Local: Campo Maior       Cronologia: Séculos XIII-XIV/XVII
 
 
O Sítio
vista para nordeste, a partir de entrada da fortaleza ouguela vista de sul
Carta Militar de Portugal, escala 1:25 000, fl. 386
Coordenadas:     Latitude: 39º04'69''N
                        Longitude: 7º01'71''W
Distrito: Portalegre
Concelho: Campo Maior
Freguesia: São João Baptista
Lugar: Ouguela

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Os Acontecimentos

Apesar de alguns trabalhos arqueológicos recentes no Castelo de Ouguela, não existem ainda informações sobre o povoamento e edificações pré medievais no local. A primeira edificação enquanto fortificação poderá ser do período muçulmano, mas este dado não está ainda confirmado. Terá exisitido um primeiro castelo, talvez cristão, que justificou a intervenção aqui executada no reinado de D. Dinis, no final do séc. XIII, inicio do XIV, de total remodelação do espaço. O castelo é desenhado no início do século XVI, por Duarte d'Armas.  É desta edificação que os vestígios do antigo castelo medieval que chegaram até nós.
A segunda grande intervenção em Ouguela aconteceu durante a Guerra da Restauração, no século XVII. A Fortaleza de Ouguela foi classificada como Imóvel de Interesse Público em 1943.

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O Desenho
Ouguela no Livro das Fortalezas de Duarte d'Armas 
Porta de entrada na Fortaleza Muralha medieval e torre circular

A representação mais antiga que conhecemos é do início do séc. XVI, pela mão de Duarte d’Armas, ao serviço do Rei D Manuel I. Todo o sistema foi alterado e adaptado a fortificação abaluartada no séc. XVII e XVIII.
A actual planta da fortificação de Ouguela é o resultado da adaptação do castelo medieval às condicionantes da arquitectura abaluartada. Sob as directrizes de Nicolau de Langres, o recinto medieval passa a ser o centro da nova fortificação, o último reduto, protegido por obras exteriores como hornaveques, revelins, fossos, parapeitos de tiro, barbetas que são alguns dos elementos que encontramos em Ouguela.

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Traços de Identidade

O castelo de Ouguela foi declarado Imóvel de Interesse Público em 1943, pelo Decreto n.º 32 973, Diário do Governo n.º 175, de 18 de Agosto de 1943. Entrou assim na galeria dos monumentos protegidos, de elevado valor para o país.
Ao aproximar-se da entrada do recinto, o visitante deve observar o frontão que se exibe sobre a porta da fortaleza: “(...) um expressivo conjunto de elementos decorativos alusivos à guerra. São armas e apetrechos, numa composição simbólica de rara beleza barroca, na cénica porta da fortaleza de Ouguela. Era moda, num período em que os exércitos profissionais combatiam compassados, na manobra e no ataque. Esse confronto regulado e quase encenado tinha contraponto na arquitectura militar. Uma elaborada emblemática decorava os edifícios militares importantes e os elementos mais simbólicos das fortalezas, as portas. (...)”(Lobo,2004). Estas palavras ilustram a íntima relação entre o simbólico e a arquitectura militar no cénico contexto de Ouguela, que estática, no alto da sua posição, contempla Albuquerque em Espanha. O núcleo habitacional intramuros inclui antigas edificações de feição setecentista além de construções vernáculas. É possível observar em Ouguela os diferentes períodos de arquitectura militar, diferentes técnicas de construção, ilustrando a evolução das tácticas de guerra e consequente adaptação das estruturas existentes. Ouguela revelou-se deficiente para uma fortificação abaluartada pois a artilharia teria pouca eficácia a disparar com cotas negativas, embora fosse de grande utilidade na vigilância e observação dos vizinhos espanhóis. Foi por isso necessário tornar a posição defensável para o combate moderno pois o acaso da história tornara esta uma boa localização militar.


Cronologia do Monumento

Séc. VIII – Inicio da ocupação muçulmana na região
1219/1230 – Reconquistada aos Mouros pelas tropas Castelhano Leonesas
1297 – Integração da vila na coroa de Portugal (Tratado de Alcanizes)
1298 – Carta de Foral de D. Dinis
1298 – Início da reedificação do castelo por ordem do rei D. Dinis
Séc. XIV – Obras de restauro no castelo nos reinados de D. Fernando e de D. João I e construção da primitiva igreja que existiu no interior do recinto do castelo
1475 – Combate entre os alcaides de Ouguela e de Albuquerque
1509/1515 – Duarte d’Armas desenha o castelo
1512 –Foral novo de D. Manuel I
Séc. XVII – Reforma, fortificação e construção do sistema abaluartado (Trabalhos iniciados no âmbito das guerras da Restauração da Independência)
1644 – Ouguela resiste vitoriosamente ao ataque espanhol do Marquês de Torrecusa
1755 – A fortificação apresenta já o traçado actual
1762 – Ouguela resiste e vence novo ataque espanhol
1799 – Conclusão da casa do Governador da Praça
1801 – Ouguela é ocupada por tropas espanholas entre Maio e Junho
1803 – Construção das lunetas do Cabeço da Forca e luneta do Mártir
1836 – Extinção do concelho de Ouguela
1840 – Desmilitarização da Praça
Séc. XIX – Inicio do uso de parte da fortificação como cemitério
1953 – Primeira campanha de obras de restauro e consolidação de estruturas da DGEMN
Séc. XX – 2ª metade - Intervenções diversas de reparação, manutenção e consolidação sob a alçada da DGEMN
1997/98 – Aluimento em estrutura abaluartada e queda de um pano de muralha
1998 – Intervenções arqueológicas na praça de Ouguela
2000 – Última campanha de obras da DGEMN
2000 – Nova campanha de intervenções arqueológicas em Ouguela.


Visita ao Monumento
Visita dos Amigos dos Castelos ao Castelo de Ouguela:
Outubro de 2002 - Campo Maior

Links Associados

» Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico
» Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana

O Roteiro
Estamos a trabalhar para lhe disponibilizar brevemente estas informações.
Fique atento!


 
Informações Práticas

Horário de Funcionamento
Não tem horários definidos.

Morada de Acolhimento
Junta de Freguesia de São João Baptista, Rua de St.ª Cruz, 1 R/C Esq. Cod. Postal 7370-203, Lugar de Ouguela.
Tel. 268 689 146
jfreg.sjoaobaptista@mail.telepac.pt

Visitas

A entrada é livre, e não existem visitas guiadas.

Acesso
Saindo de Campo Maior, acede-se a Ouguela pela Estrada Municipal 373. Há estacionamento automóvel perto da entrada da fortaleza.

Serviços
Não há serviços de apoio. Existe café no lugar de Ouguela.

Infra-estruturas
Não existem infra-estruturas sanitárias, nem bilheterias.
O acesso para pessoas com mobilidade reduzida é possível apenas aos níveis térreos.

 


Outros Monumentos

Outros monumentos fortificados nas proximidades:
»
Castelo de Campo Maior


Bibliografia

Alguns elementos bibliográficos sobre a Fortaleza de Ouguela:
Fontes:
Estado da Praça e das ruinas que tem a sua fortificação, 1796, AHM, 3ª D / 9ª S CX. 55 nº A11;
Memórias, 1803, AHM, 4ª D / 1ª S CX. 5 nº 12;
Obras nos quartéis da Praça, 1828, AHM, 3ª D / 9ª S CX. 55 nº A15

ALMEIDA, João de, “Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses”, Lisboa, 1946;
ARMAS, Duarte d´, “Livro das Fortalezas”, Introdução de Manuel da Silva Castelo Branco, Lisboa, 1990.;
BARBOSA, Inácio de Vilhena, Cidades e Vilas da Monarquia Portuguesa que têm brasão d’ Armas, Lisboa, 1860;
BAUPTISTA, João, Methodo lusitano de desenhar as fortificações das Praças regulares e irregulares, 1680;
CARDOSO, Pe. Luís, Dicionario Geográfico de Portugal, Lisboa, 1571;
COSTA, Luis Couceiro, Memória Militar de Campo Maior, 1912;
FONSECA, João Mariano do Carmo, Memória Histórica de Campo Maior, Elvas, 1913;
GIL, Júlio, Os mais belos castelos de Portugal, Lisboa, 1986;
KEIL, Luís, Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Portalegre, Vol. I, Lisboa, 1943;
LIMA, Miguel Pedroso de e RAMALHO, José Filipe Cardoso, Projecto de Salvaguarda e Valorização do Castelo e Fortificações de Ouguela. Estudo prévio (texto polocopiado: DREMS), Évora, 1994;
LOBO, Francisco Sousa, “Encenar na Arquitectura Militar”, Arquitectura e Vida, n.º 51, 2004;
MATTOS, G. de Mello de, Nicolau Langres e a sua obra em Portugal, 1941;
VARELA, Aires, Do theatro das antiguidades d´Elvas com a historia da mesma cidade e descripção das terras da sua comarca, Elvas, 1915;
VIEIRA, Rui Rosado, Campo Maior. De Leão e Castela a Portugal (Séculos XIII-XIV), s.l., 1985;
IDEM, Campo Maior, Vila quase cidade entre os séculos XVI-XVII, Campo Maior, 1987.

 

 
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