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  Detalhes  
Castelo de Alter do Chão (Categoria: Castelo)
Local: Alter do Chão       Cronologia: Século XIV
 
 
O Sítio
Carta Militar de Portugal, escala 1:25 000, fl. 370
Coordenadas: Latitude: 39º12'01''N (39.2003)
Longitude: 7º39'33''W (-7.6591)
Distrito: Portalegre
Concelho: Alter do Chão
Freguesia: Alter do Chão

O castelo ergue-se num outeiro acima dos 270 metros de altitude. Hoje encontra-se cercado pela localidade de Alter do Chão, que cresceu á sua volta.
Este local destaca-se numa envolvente de relevos pouco acentuados, sendo as elevações mais marcantes para norte de Alter. Aliás para Norte, Nordeste e Este os terrenos envolventes apresentam cotas mais elevadas que aquela em que se desenvolve Alter do Chão. Para Sul e Oeste abre-se uma zona mais plana, onde se desenvolve a Ribeira de Alter.
A este de Alter do Chão está o castelo de Alter Pedroso.
Assim, o controlo da envolvente seria limitado, dado às maiores altitudes para Norte.
A zona onde se desenvolveu Alter do Chão seria atravessada por uma das três vias romanas que ligavam Olissipo (Lisboa) a Emérita Augusta (Mérida), capital da Lusitânia.

Os Acontecimentos

O castelo de Alter do Chão terá sido edificado durante a ocupação muçulmana, durante o séc. X, existindo ainda alguns testemunhos no aparelho construtivo. Este castelo terá tido um papel importante na defesa e organização do território do Alto Alentejo durante toda a Alta Idade Média, integrando a Reconquista como posto importante.
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O Desenho

Castelo medieval, implantado no centro da actual vila de Alter do Chão, apresenta-se como uma característico castelo gótico e está enquadrado nos castelos do 2º Período de Fortificação Militar (dos finais do séc. XIII à segunda metade do séc. XIV). Não se registam, no Castelo de Alter do Chão sobreposições importantes de fortificações.
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Traços de Identidade

O castelo de Alter do Chão era um castelo de ocupação local, e não um castelo de conflito de fronteira. A sua principal preocupação seria o de proteger, defender e assegurar o território, mas não era destinado a conflitos na linha primeira de fronteira.
Apresenta como elemento interessante a entrada para a praça de armas através da torre, o que militarmente não permitia o flanqueamento da porta a partir das torres, mas apenas a possibilidade de tiro vertical para neutralizar a entrada.
O edifício da alcaidaria estaria integrado na concepção do projecto inicial, o que desde o início, torna este castelo um castelo-residência.
É um local de encantamento. As suas proporções e o seu interior tornam-no um local aprazível. Facilmente nos imaginamos aqui a residir. Tem um toque dos castelos do sul, um certo romantismo, onde povoam as lendas.

Cronologia do Monumento

Século X - Primitiva construção do castelo de Alter do Chão testemunhado por alguns elementos da fortificação (BARROCA, 2000, p. 1728);
Séc. XIII- conquista da Alter do Chão pelos exércitos cristãos;
1216 - Repovoamento ordenado por D. Afonso II;
1232 - O castelo é já mencionado na carta de povoamento dada a Alter do Chão;
1249 - Foral de D. Afonso III;
1292 - Novo foral outorgado por D Dinis;
1293 - Reforma do foral anterior;
1357- Reconstrução do castelo no reinado de D. Pedro;
1359 - Reforma do foral por D. Pedro I;
1367 - 1383 - Durante o reinado de D. Fernando I a vila é doada pelo monarca a Nuno Álvares Pereira que por sua vez a doou a Gonçalo Eanes de Abreu, regressando mais tarde à posse da Casa de Bragança;
1428 - Confirmação da doação anterior por D. João I;
1432 - Campanha de obras no castelo (Casa de Bragança);
1512, 1 de Junho - foral novo de D. Manuel I;
Séc. 15 / 16 - Construção da porta adintelada da alcaidaria;
Séc. 17 - Provavelmente, foi construída a barbeta da muralha NE., sobre a qual se reconstruíram as ameias;
Séc. 17 - Documentada a existência de uma cerca urbana;
1662 - Tomada do castelo por D. João de Áustria;
1830 / 1840 - Compra do castelo por José Barreto Cotta Castelino;
1892 - Compra do castelo por José Barahona Caldeira de Castel-Branco Cordovil;
1910 - Classificado como Monumento Nacional;
1940 - O castelo é recordado pelos portugueses que comemoraram o III Centenário da Restauração de Portugal como demonstra a inscrição gravada num silhar;
1942 - Compra do castelo pela Casa Agrícola de Francisco Manuel Pina e Irmãs;
1955 - Compra do castelo pela Fundação da Casa de Bragança;
1955 – Inicio de obras de restauro a cargo da DGEMN, que incluiu a construção de ameias no tramo Noroeste;
2005, Janeiro - Elaboração Carta de Risco do imóvel pela DGEMN;
2006 – Intervenção no Castelo pela Câmara Municipal de Alter do Chão, juntamente com o IPPAR.

Visita ao Monumento
Visita dos Amigos dos Castelos a Alter do Chão:
Janeiro de 2002 - Natureza e Património (Alter do Chão).
Links Associados

» Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana
» Instituto de Gestão do Patrimóbio Arquitectónico e Arqueológico
» Câmara Municipal de Alter do Chão
» Fotografias do Castelo de Alter do Chão



 
Informações Práticas

Horário de Funcionamento
De terça a domingo.
De Maio a Outubro: 10.00h/12.30h e 15.00h/19.30h. Na sexta-feira o Castelo, na parte da manhã, encerra às 13.00h e na parte da tarde abre às 16.00h.
De Novembro a Abril: 09.00h/ 12.30h e 14.00h/17.30h. Na sexta-feira o Castelo, na parte da manhã, encerra às 13.00h e na parte da tarde abre às 15.00h
Encerra Dia de Ano Novo, Páscoa, e Natal.

Morada de Acolhimento
Museu Municipal de Alter do Chão
Tel. 245 610 004
postodeturismo@gmail.com

Visitas

Preços de visita, por núcleo museológico: 2,00€ 
+ de 65, aposentados e estudantes: 1,00€
Até aos 12 anos, naturais e residentes no concelho: gratuito
Preço de visita para todos os núcleos museológicos: 5,00€ 
+ de 65, aposentados e estudantes: 2,00€

Acesso
Acede-se a Alter do Chão pela EN 245 e 359. O castelo está na Av. 25 de Abril, ou Av. Dr. João Pestana, Largo Barreto Caldeira ou Praça da República. Tem estacionamento disponível nestes locais.

Serviços
O Castelo possui casas de banho, loja de recordações.
Para visitas guiadas terá que contatar previamente os serviços.

Infra-estruturas
Existem rampas para facilitar o acesso de pessoas com mobiliadade reduzida.


Outros Monumentos

Outros monumentos fortificados nas proximidades:
»
Castelo de Alter Pedroso
» Castelo do Crato ou Castelo da Azinheira
» Castelo de Portalegre
» Castelo de Alegrete
» Castelo de Cabeço de Vide


Bibliografia

Alguns elementos bibliográficos sobre este monumento:
» ALMEIDA, João de, Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses, Lisboa, 1948;
 » BARBOSA, Inácio de Vilhena, As Cidades e Vilas da Monarquia Portuguesa que têm brasão d'armas, Vol. 3, Lisboa, 1860;
» BARROCA, Mário Jorge, Epigrafia medieval portuguesa (862-1422), Lisboa, 2000;
» CALADO, Rafael Salinas, "Brazões dos Duques de Bragança no seu Antigo Senhorio da Vila de Alter do Chão", Separata de O Instituto, Vol. 111, Coimbra, 1948;
» COELHO, Castelos Medievais de Portugal, II Congresso do Centro Europeu para o Estudo dos Castelos - 1944, Zurique, Lisboa, DGEMN, 1949;
» COSTA, Alexandre de Carvalho, Distrito de Portalegre, Concelho de Alter do Chão (...) Compilação do que se tem escrito respeitante à origem dos seus nomes, Alter do Chão, 1982;
» DIAS, Pedro, História da Arte em Portugal - O Gótico, Vol. 4, Lisboa, 1986;
» ISIDORO, Agostinho Farinha, Contribuição para o Estudo da Arqueologia do Concelho de Alter do Chão; Porto, 1965;
» INÁCIO, Ana Calado, O actual Concelho de Alter do Chão nas Memórias Paroquiais de 1758, A Cidade, nº 7 (Nova Série), Portalegre, 1992;
» KEIL, Luís, Inventário Artístico do Distrito de Portalegre, Lisboa, 1943;
» NOVAES, António Gonçalves de, Relação do Bispado de Elvas, 1935;
 » PROENÇA, Alexandre Marques Gordo, Notas Históricas sobre Alter do Chão e Alter Pedroso / Castelo de Alter do Chão, Mensageiro de Alter, nº 286, 15 de Agosto de 1975;
» SELVAGEM, Carlos, Portugal Militar, s. l., 1994;
» PEREIRA, Paulo, org., História da Arte Portuguesa, Vol. 1, s. l., 1995;
» Possidónio Mateus Laranjo, Terras de Odiana, Lisboa, 1988;

Informação atualizada em janeiro 2013 

 
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