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  Mensagem do Presidente  

ONDA DOS CASTELOS

 

Para quem tem entusiasmo pelas coisas e acredita que vale a pena lutar por causas.

 

Estamos a contactar malta gira para ajudar no milagre.

 

 

Precisamos de mais 300 associados em Outubro,

 

PARA ULTRAPASSAR O NÚMERO 4.OOO.

 

Vamos dar novo impulso aos Amigos dos Castelos em Outubro, porque

 

Só em regime de campanha é que se obtêm as vitórias!

 

Há alguns anos um associado nosso, o Francisco Paquete, mobilizou sozinho 100 novos membros também em quinze dias! Nessa altura atingimos os 2.000

 

A quota é de 18 Euros.

A melhor solução é a adesão ao Débito Directo, em que, por redução de encargos, paga só quinze Euros por ano.

 

A Jóia é 25 Euros. Os miúdos com menos de 12 anos não pagam jóia

 

Cada pessoa paga nesta modalidade (jóia mais quota) 40 Euros e fica assim paga até final de 2009. No ano seguinte o sistema será automático, sem mais encargo para o associado. Mandar de volta dinheiro ou cheque agora!

 

De outra forma, pagamento pelo próprio, se a pessoa se esquece de pagar, custa-nos mais do que o valor da quota as diligências para ir buscar o dinheiro.

 

 

Somos de Utilidade Pública.

 

O cartão de Associado dá entrada gratuita em todos os Monumentos Nacionais.

 

Esperamos que alguns participantes nesta batalha, se inscrevam no VIII Congresso dos Monumentos Militares a decorrer no Algarve de 27 a 29 de Novembro.

 

Toda a gente pode ir ao sítio (www.amigosdoscastelos.org.pt) dos Amigos dos Castelos para saber quem somos.

 

 

Algures, em Setembro de 2008

Francisco Sousa Lobo

  
     

CASTELOS DE PRATA

No próximo dia 29 de Julho um quarto de século passou sobre a escritura de constituição da Associação. Essa vontade colectiva concretizada por um grupo de associados liderados pelo Dr. Jorge Figueiredo, concretizou-se nesse gesto fundador. A Associação iniciou-se nesse dia com uma dezenas de pessoas que tinham estado presentes no II Congresso de Monumentos Militares Portugueses.

Ao entusiasmo dos fundadores seguiu-se a caminhada que os esperava. Fundar o Castelo corresponde a construir os seus alicerces, missão que exige ponderação e esperança. O que se segue é o esforço diário de fazer subir as muralhas, as torres, modelar as portas, construir as ameias, escavar as cisternas, nivelar as plataformas, etc... mas depois de construirmos uma estrutura razoável temos o trabalho quase ignorado de o manter.

A Associação está viva porque lutamos todos os dias. Sentimos no entanto que o mais difícil ainda está por fazer. Mantemos e desenvolvemos um activo programa de actividades, mas a nossa intervenção na sociedade é muito limitada. Teríamos de ter muitos mais associados e uma estrutura muito mais forte para conseguir influenciar de forma evidente as tomadas de decisão das entidades públicas e privadas nas áreas do Património e do Ambiente. Interesses individuais ou de grupos restritos que não acautelam os bens culturais ou equilíbrio do território e da paisagem prevalecem muitas vezes sem que seja possível agir em tempo oportuno.

O nosso papel mais importante tem sido silencioso. Divulgar o Património para que as pessoas tomem consciência dos valores culturais que são pertença sua. Apaixonante tem sido também trabalhar com as escolas com os Projectos Educativos. Vamos tentar desenvolver as actividades em que juntamos as famílias, os mais crescidos, os assim e os mais pequenos todos juntos criando oportunidades para passar a mensagem para o futuro, a juventude.

Festejamos estes 25 anos sem pompa e circunstância como é nosso timbre. Ao longo do ano estamos a ter uma série de iniciativas que marquem estes ''Castelos de Prata''. Para além da exposição o Forte de São Bruno intitulada ''25 Anos, 25 Castelos'', do dia dos Castelos em 07 de Outubro vamos realizar o VIII Congresso dos Monumentos Militares, de âmbito internacional subordinado ao tema “Fortificação Costeira: dos primórdios à modernidade”.

Desafiamos os nossos associados a inscreverem-se nestas três actividades, contribuindo assim para aumentar a dinâmica da Associação, estreitar os laços entre as pessoas e festejar com alegria ''Os Castelos de Prata''.

Francisco Sousa Lobo
Presidente da Direcção

  
     

Os associados e amigos que anualmente se envolvem nas actividades são a alavanca dos Amigos dos Castelos. O dinamismo acontece ao orientar ou participar nas visitas, ao fazer ou tomar parte nas palestras, ao dizer o que pensa, etc. A alavanca não são os patrocinadores institucionais. Estes apoiam, em aspectos concretos, o movimento cultural que tentamos consolidar. É muito necessário o seu apoio mas não são agentes directos.

Para mantermos o equilíbrio dinâmico é essencial cuidar do espírito. A conjugação de esforços dos associados só se pode fazer com o caminho balizado, regulamentando aos poucos as boas práticas. A diferença de opinião, o sonho, a dúvida, o entusiasmo, a divergência, a confiança, a crítica, a convergência fazem parte do dia a dia e revelam que somos humanos. Para sermos património vivo devemos descobrir o melhor de cada um. Não resistiremos se não soubermos costurar essas contradições, as diferenças nos olhares. Estamos num sistema aberto que se pode renovar e reorientar sempre que for necessário. Há que cuidar dos objectivos dos Amigos dos Castelos: a divulgação do património histórico fortificado tendo em vista a sua salvaguarda e a sua identidade, incluindo o património natural e ambiental em que os castelos e fortalezas se inserem. Procuramos encontrar caminhos que nos façam ir mais longe, cada vez mais longe, com pouco ruído e fora da ribalta. O que de bom se ergue em silêncio é mais sólido e tem a frescura dos frutos na árvore. A nossa identidade constrói-se dia a dia.

A alavanca que mantém em movimento uma associação cultural pode ser muito diversa: do elitismo ao simples prazer de conviver, passando pelo nacionalismo ou pelo espírito de grupo, há as mais diversas cambiantes. O nosso modelo parece assentar no dinamismo aberto, na tentativa de ter qualidade, no manter o diálogo com as pessoas e instituições. Tudo num país em que a consciência geral do valor das associações de defesa do património construído é ainda uma abstracção. Os associados são parceiros desta aventura da defesa do património; não são clientes de uma empresa cultural. De verdadeira aventura se trata porque o roteiro não está feito. Todos temos uma palavra a dizer mas também têm todos um contributo a dar: em primeiro lugar, o vínculo da quota anual; depois, o proveito que fica para os Amigos dos Castelos nos eventos que promovemos. Nós não pagamos as actividades. Nós contribuímos quando participamos, sejamos associados, voluntários, coordenadores, técnicos de património, convidados ou orientadores. Ninguém tem privilégios a não ser o de participar na vida dos Amigos dos Castelos.

Quando achar que alguma coisa está menos bem, escreva ou mande um e-mail; quando achar que está muito bem, escreva ou mande um e-mail. Pode ainda intervir utilizando o site dos Amigos dos Castelos. Vamos cimentar a relação entre o eu e os outros constituindo mais Associação.

Francisco Sousa Lobo
Presidente da Direcção

  
 
     
     
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