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  Mensagem do Presidente  

CASTELOS DE PRATA

No próximo dia 29 de Julho um quarto de século passou sobre a escritura de constituição da Associação. Essa vontade colectiva concretizada por um grupo de associados liderados pelo Dr. Jorge Figueiredo, concretizou-se nesse gesto fundador. A Associação iniciou-se nesse dia com uma dezenas de pessoas que tinham estado presentes no II Congresso de Monumentos Militares Portugueses.

Ao entusiasmo dos fundadores seguiu-se a caminhada que os esperava. Fundar o Castelo corresponde a construir os seus alicerces, missão que exige ponderação e esperança. O que se segue é o esforço diário de fazer subir as muralhas, as torres, modelar as portas, construir as ameias, escavar as cisternas, nivelar as plataformas, etc... mas depois de construirmos uma estrutura razoável temos o trabalho quase ignorado de o manter.

A Associação está viva porque lutamos todos os dias. Sentimos no entanto que o mais difícil ainda está por fazer. Mantemos e desenvolvemos um activo programa de actividades, mas a nossa intervenção na sociedade é muito limitada. Teríamos de ter muitos mais associados e uma estrutura muito mais forte para conseguir influenciar de forma evidente as tomadas de decisão das entidades públicas e privadas nas áreas do Património e do Ambiente. Interesses individuais ou de grupos restritos que não acautelam os bens culturais ou equilíbrio do território e da paisagem prevalecem muitas vezes sem que seja possível agir em tempo oportuno.

O nosso papel mais importante tem sido silencioso. Divulgar o Património para que as pessoas tomem consciência dos valores culturais que são pertença sua. Apaixonante tem sido também trabalhar com as escolas com os Projectos Educativos. Vamos tentar desenvolver as actividades em que juntamos as famílias, os mais crescidos, os assim e os mais pequenos todos juntos criando oportunidades para passar a mensagem para o futuro, a juventude.

Festejamos estes 25 anos sem pompa e circunstância como é nosso timbre. Ao longo do ano estamos a ter uma série de iniciativas que marquem estes ''Castelos de Prata''. Para além da exposição o Forte de São Bruno intitulada ''25 Anos, 25 Castelos'', do dia dos Castelos em 07 de Outubro vamos realizar o VIII Congresso dos Monumentos Militares, de âmbito internacional subordinado ao tema “Fortificação Costeira: dos primórdios à modernidade”.

Desafiamos os nossos associados a inscreverem-se nestas três actividades, contribuindo assim para aumentar a dinâmica da Associação, estreitar os laços entre as pessoas e festejar com alegria ''Os Castelos de Prata''.

Francisco Sousa Lobo
Presidente da Direcção

  
     

Os associados e amigos que anualmente se envolvem nas actividades são a alavanca dos Amigos dos Castelos. O dinamismo acontece ao orientar ou participar nas visitas, ao fazer ou tomar parte nas palestras, ao dizer o que pensa, etc. A alavanca não são os patrocinadores institucionais. Estes apoiam, em aspectos concretos, o movimento cultural que tentamos consolidar. É muito necessário o seu apoio mas não são agentes directos.

Para mantermos o equilíbrio dinâmico é essencial cuidar do espírito. A conjugação de esforços dos associados só se pode fazer com o caminho balizado, regulamentando aos poucos as boas práticas. A diferença de opinião, o sonho, a dúvida, o entusiasmo, a divergência, a confiança, a crítica, a convergência fazem parte do dia a dia e revelam que somos humanos. Para sermos património vivo devemos descobrir o melhor de cada um. Não resistiremos se não soubermos costurar essas contradições, as diferenças nos olhares. Estamos num sistema aberto que se pode renovar e reorientar sempre que for necessário. Há que cuidar dos objectivos dos Amigos dos Castelos: a divulgação do património histórico fortificado tendo em vista a sua salvaguarda e a sua identidade, incluindo o património natural e ambiental em que os castelos e fortalezas se inserem. Procuramos encontrar caminhos que nos façam ir mais longe, cada vez mais longe, com pouco ruído e fora da ribalta. O que de bom se ergue em silêncio é mais sólido e tem a frescura dos frutos na árvore. A nossa identidade constrói-se dia a dia.

A alavanca que mantém em movimento uma associação cultural pode ser muito diversa: do elitismo ao simples prazer de conviver, passando pelo nacionalismo ou pelo espírito de grupo, há as mais diversas cambiantes. O nosso modelo parece assentar no dinamismo aberto, na tentativa de ter qualidade, no manter o diálogo com as pessoas e instituições. Tudo num país em que a consciência geral do valor das associações de defesa do património construído é ainda uma abstracção. Os associados são parceiros desta aventura da defesa do património; não são clientes de uma empresa cultural. De verdadeira aventura se trata porque o roteiro não está feito. Todos temos uma palavra a dizer mas também têm todos um contributo a dar: em primeiro lugar, o vínculo da quota anual; depois, o proveito que fica para os Amigos dos Castelos nos eventos que promovemos. Nós não pagamos as actividades. Nós contribuímos quando participamos, sejamos associados, voluntários, coordenadores, técnicos de património, convidados ou orientadores. Ninguém tem privilégios a não ser o de participar na vida dos Amigos dos Castelos.

Quando achar que alguma coisa está menos bem, escreva ou mande um e-mail; quando achar que está muito bem, escreva ou mande um e-mail. Pode ainda intervir utilizando o site dos Amigos dos Castelos. Vamos cimentar a relação entre o eu e os outros constituindo mais Associação.

Francisco Sousa Lobo
Presidente da Direcção

  
     

Cacela a Velha

Islâmica, Cristã, hoje multicultural. É um sítio mágico pela sua localização e pelas suas características.
Era o povoado cercado de muralhas, do século XI, o povoado fortificado, que no século XVII tinha uma fortaleza em transformação.
Este Património esta muito ''para além do olhar''.
Cabe a todos por em evidência o valor que aqui está e que tem a parte mais valiosa ''para além do olhar''.
Este Património, esta herança que recebemos deve ser preservada e valorizada. Para que essas palavras não sejam vãs há que salvaguardar a sua identidade e manter o equilíbrio do seu desenvolvimento.
Isto só é possível conciliando as necessidades e interesses da população com o conselho e o acompanhamento das pessoas que tem uma formação científica da área do Património.
Cacela precisa de um plano que proteja seu futuro dos interesses desgarrados das pessoas que só conseguem pensar em si e que pretendem fazer valer os seus desejos a qualquer preço.
Para Cacela devemos fazer votos de boa sorte e que os Deuses a protejam, porque os homens, esses fraquejam facilmente perante os seus efémeros interesses.


Francisco Sousa Lobo
Presidente da Direcção

  
 
     
     
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